Como fazer um website (sem cometer erros caros)

“Precisamos de um website.” É normalmente assim que começa.

A seguir vêm as decisões de WordPress ou algo custom? Fazer internamente ou contratar uma agência?Começar já ou esperar mais um pouco? E no meio disto tudo, há um problema, a maioria das empresas começa pelo sítio errado.

Quase nunca começam pela pergunta que realmente importa “Para que é que este website vai servir?”

Se quer fazer um website que não seja apenas “mais um”, este guia é para si.


Antes de tudo: O objetivo do website

Um website pode servir muitos propósitos. Mas, na prática, há três principais:

  • Gerar leads;
  • Vender diretamente;
  • Posicionar a marca.

O problema? Muitas empresas querem fazer os três, sem definir prioridades.

Por isso, o primeiro passo é definir o objetivo principal.

Tudo o resto, estrutura, design e conteúdo, vem a seguir.


Passo 1: Perceber quem é o cliente (mesmo a sério)

“Empresas” não é um público-alvo. “PMEs” também não.

Quanto mais genérico for o público, mais genérico será o website, e websites genéricos não convertem.

Precisa de responder a perguntas como:

  • Quem é exatamente o cliente ideal?;
  • Que problemas quer resolver?;
  • Que linguagem utiliza?;
  • O que o faz confiar numa empresa como a sua?.

Isto influencia diretamente o tipo de mensagens, argumentos utilizados e a forma como os serviços são apresentados

Um bom website fala com alguém específico, não com “toda a gente”.


Passo 2: Estruturar o website (antes de pensar no design)

Este é um dos erros mais comuns, ir diretamente para o design sem pensar na estrutura.

A estrutura é aquilo que define:

  • Que páginas existem;
  • Como estão organizadas;
  • Que informação aparece em cada uma.

Um website empresarial típico pode ter:

  • Home;
  • Serviços;
  • Sobre;
  • Casos de estudo;
  • Blog;
  • Contactos.

Mas mais importante do que as páginas é o papel de cada uma.

Por exemplo:

  • A Home não é para explicar tudo, é para direcionar;
  • A página de serviços não é uma lista, é uma ferramenta de venda;
  • A página “Sobre” não é sobre a empresa, é sobre gerar confiança.

Se a estrutura estiver errada, o design não resolve.


Passo 3: Escrever conteúdo que vende (não apenas informa)

Aqui é onde a maioria dos websites falha, porque escrever conteúdo para um website não é o mesmo que escrever sobre a empresa.

É escrever para o cliente.

Alguns princípios simples:

  • Clareza acima de criatividade;
  • Benefícios acima de características;
  • Linguagem simples acima de jargão técnico.

Passo 4: Design que serve um propósito

Um bom design ajuda o utilizador a:

  • Perceber rapidamente o que a empresa faz;
  • Encontrar informação sem esforço;
  • Confiar na marca;
  • Tomar uma ação.

Um mau design pode ser bonito, mas ainda assim não funcionar.

Alguns princípios importantes:

  • Hierarquia visual clara;
  • Uso estratégico de espaços em branco;
  • Consistência visual;
  • Foco na legibilidade;
  • Adaptação a mobile.

Se o design não ajuda o utilizador a avançar, está a atrapalhar.


Passo 5: Desenvolver com foco em performance

Aqui entra a parte mais técnica, mas com impacto direto no negócio.

Um website deve ser:

  • Rápido (ninguém espera mais de 3 segundos);
  • Seguro;
  • Otimizado para SEO;
  • Fácil de gerir internamente.

A tecnologia não precisa de ser complexa, mas precisa de ser bem implementada.


Passo 6: Preparar o website para gerar leads

Se o objetivo for gerar contactos, isto não pode ser deixado ao acaso.

Um website que gera leads tem:

  • Chamadas à ação claras (e visíveis);
  • Formulários simples;
  • Páginas pensadas para conversão;
  • Propostas de valor bem definidas.

E mais importante, cada página deve ter um próximo passo.

Se o utilizador chega ao fim de uma página e não sabe o que fazer a seguir, algo falhou.


Passo 7: Lançar, e depois melhorar

Muitas empresas tratam o lançamento como o fim do processo. Na realidade, é o início.

Depois de lançar, é fundamental:

  • Analisar comportamento dos utilizadores;
  • Perceber onde existem bloqueios;
  • Testar melhorias;
  • Atualizar conteúdos.

Em resumo

Fazer um website não é apenas juntar páginas, texto e design.

É construir uma ferramenta que deve:

  • Representar a empresa corretamente;
  • Comunicar valor de forma clara;
  • Gerar confiança;
  • Criar oportunidades de negócio.

A boa notícia? Quando bem feito, um website pode tornar-se um dos ativos mais valiosos de uma empresa.

A má? A maioria não chega lá.

E não é por falta de investimento. É por falta de estratégia.

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